Todos os dias, ao ir para o trabalho, passo de carro por uma rua da zona sul de São Paulo onde estavam construindo um conjunto residencial de prédios próximo a uma esquina com um daqueles semáforos que demoram uma eternidade para se abrir.
No começo de dezembro de 2010, em um daqueles dias de calor sufocante e ainda às 6h45 da manhã, minha atenção se voltou para alguns operários da construção desses prédios. Eram três operários aparentando idades entre 22 e 25 anos no máximo e vinham caminhando pela rua um pouco antes do semáforo. Dois deles trajavam seus uniformes completos: botinas pretas, calças cinzas e camisetas básicas de gola careca em cor laranja e símbolo branco da construtora estampados no lado esquerdo do peitoral. O terceiro estava descamisado e permitindo que seu belo corpo escultural ficasse exposto.