Era uma noite bastante chata de sábado, onde a falta de dinheiro, tempo instável e pouca imaginação nos rendeu uma noite de video game em meu quarto.
Estávamos espalhados pelo cômodo, eu na cama, recostado, Guilherme do outro lado. Daniel e Renato no chão. Ninguém falava muito, ninguém sequer respirava muito. Estávamos naquele estado de torpor que a apatia nos impôs. Meus pais haviam saído para o sextagésimo aniversário de um parente de um colega de trabalho do meu pai. Programa de índio ao qual dispensei imediatamente.